sábado, 16 de março de 2013

Pedalando na chuva

Galera, o período de chuvas esta demorando mais vai chegar, seguem abaixo alguma dicas de como pedalar na chuva.

Publicado em 22/01/2013no site da Revista Bicicleta.


Pedalando na chuva
Foto: Thinkstock

Ela sempre vem, uma hora chega. Em São Paulo, é companhia constante em alguns períodos. Todo ciclista urbano deve estar preparado para ela: a chuva. É praticamente impossível não se molhar, mas se você estiver pronto para a chuva, ao menos conseguirá manter seus pertences protegidos e evitar que a água escorra por dentro de suas roupas.
Confira as dicas e adapte o que for necessário, pois cada ciclista tem uma maneira de lidar com as situações. 

Para-lamas 

É um item muito importante na bicicleta. Para quem usa a bike como meio de transporte, sabe o quanto eles auxiliam na proteção contra a água das chuvas, poças e valetas. Depois da primeira chuva, você descobre como são importantes.
Eu uso bagageiro, por isso não tenho para-lama na roda traseira. Mas somente o bagageiro não é suficiente, a menos que esteja todo fechado com plásticos ou algum outro objeto. A dica é usar uma bolsa traseira.

Bolsa Traseira

Para dividir o peso e a carga com a mochila, levo parte da roupa e às vezes até sapatos e ferramentas, em uma pequena bolsa presa no bagageiro. Se você tiver um alforje ou bolsa própria para bagageiro, será muito mais fácil.
Tudo que você levar na bolsa ou mochila, coloque em dois saquinhos. Mesmo quando não há chuva, tenho por costume colocar as calças em dois sacos: ainda mais na bolsa do bagageiro, que estará recebendo água por cima e por baixo. Melhor proteger! Protejo também as ferramentas, para garantir vida longa às mesmas.
Para levar a bolsa, amarre-a bem, passando a alça pelo canote. Uma vez o elástico se rompeu e minha bolsa caiu: perdi roupa e ferramentas. Como quase sempre estou com a bolsa, uso a luz vermelha presa no bagageiro, e não no canote, pois ficaria encoberta. 

Roupa

Com chuva, o ideal é usar a menor quantidade de roupa possível, utilizando apenas roupas de tecidos técnicos, evitando o algodão. Mesmo que esteja frio, tente usar bermuda curta, assim você não ficará encharcado enquanto pedala. A roupa que você precisa usar no trabalho deve ir protegida na bolsa ou mochila.
Roupa de baixo é dispensável com o uso de bermudas de ciclista. Essas bermudas secam rápido, portanto nos dias de chuva, evite usar cuecas ou calcinhas.


Luvas

Evite luvas de dedo fechado. Com a chuva, ficarão encharcadas e suas mãos ficarão mais frias. Tente usar as de dedo aberto - só não fique sem luvas, pois elas evitam bolhas, machucados mais graves numa queda e melhoram a "pegada" no guidão.
Se você tiver um par extra de luvas, leve-o com suas roupas. Leve também mais um par de meias. Na volta, você irá agradecer por poder usar luvas e meias secas.

Sapatilhas

Se você usar um tênis comum, seus pés irão se encharcar facilmente, mesmo com pouca chuva, pois este tipo de calçado usa muito tecido. Pedalar com sapatos cheios de água é uma das piores sensações, mesmo no calor. Para evitar essa situação ruim, veja essa dica simples.
Se o seu pé for pequeno, sacolinhas plásticas (essas comuns, de mercado) irão servir. Se você tem um pé gigante, terá que encontrar sacos maiores para uma proteção adequada. Em cada um dos pés, utilize duas sacolas. Se usar apenas uma, a água vai entrar.

Coloque a ponta do pé no canto da sacola, de forma a aproveitar melhor o comprimento da mesma. Passe uma alça dentro da outra.
Dê a volta pela frente do tornozelo e passe de novo a ponta de cada alça por dentro da outra alça.

Siga entrelaçando as pontas das alças. Importante: nenhum nó é necessário! Simplesmente passe uma alça dentro da outra algumas vezes.
Ao colocar a segunda sacolinha, intercale o canto do fundo. Se você colocou a primeira no canto esquerdo, por exemplo, coloque a segunda no direito.

É melhor que no pé esquerdo a segunda sacola fique no canto direito, e vice-versa. Dessa forma, você deixa o excesso de plástico do lado de fora, longe do pedal e da corrente.
Veja o detalhe da alça passando por dentro da outra; vire uma delas e passe novamente por dentro.

Depois de algumas vezes, a "corrente" se mantém presa sozinha. Assim você não precisa dar nó. Se der um nó nos laços fica mais difícil retirar as sacolas, e será preciso arrebentá-la.
Quando terminar um dos pés, dobre bem o plástico e retire o excesso de ar.
Somente dois elásticos bastam para segurar tudo no pé.

Você pode encontrar uma dessas galochas de motoqueiro, mas são pesadas e você não conseguirá usar o clip ou o taquinho, e a água vai entrar nelas. O ideal seriam as polainas impermeáveis, próprias para ciclistas, pois estas sacolinhas requerem um pouco de paciência e tempo.
 
Se o laço for dado simplesmente passando uma alça dentro da outra, basta puxar para abrir tudo.
Não use muita pressão, apertando demais. Se estiver apertado, em meia hora de pedal seu pé vai inchar, e o tornozelo ficará marcado e machucado. Basta colocar direitinho que a água não entra.
Dobre a barra da calça de modo que esta fique totalmente fora do laço das sacolinhas, e também deixe a meia dobrada para baixo (melhor usar daquelas bem curtinhas, tipo meia sapatilha).
Você pode ficar com uma aparência um pouco estranha, mas só enquanto estiver fora da chuva e desmontado da bicicleta. Lá fora, pedalando debaixo d’água, será normal e muito agradável.
Cheguei a enfiar o pé em correntezas fortes, em valetas e sarjetas, com chuva forte, e meus pés ficaram secos. Como disse, fazer isso pode levar uns minutos a mais e exige sua paciência, mas é muito barato e reutilizável.
Por isso, pareço um office-boy: sempre tenho elásticos (e saquinhos) comigo.

Algumas sapatilhas têm mais componentes sintéticos, não-tecido, exigindo assim menos proteção, já que ela secará muito mais rápido que um tênis de pano. Mesmo assim, não deixe de usar as sacolinhas para evitar o pé encharcado e manter as meias secas.
Coloque os elásticos de modo a não passarem por cima do taquinho. O uso das sacolinhas não irá impedir a trava do SPD.

O pé vai ficar seco e protegido, mas se você não usa taquinho SPD, cuidado, pois o plástico desliza e não é nada aderente, nem no chão nem no pedal. Você terá que decidir em manter o pé seco e perder essa aderência. Se estiver clipado, não há problema nenhum.

Mochila

Eu ainda tenho que carregar comigo documentos, eletrônicos, celular… Nada disso pode molhar. Hora de pegar mais sacolinhas.

Coloque tudo dentro dos saquinhos. Se houver documentos ou outras folhas maiores que não podem dobrar, certifique-se de proteger bem.

Use sempre dois saquinhos. Debaixo de uma chuva forte, é melhor garantir do que confiar que a água não entra na mochila. Experiência própria.

Pacotinhos bem feitos garantem a integridade dos seus objetos, e você vai pra chuva sem medo.

Tudo que você for usar logo que chegar ao trabalho, escola ou em casa, como a chave, o crachá ou dinheiro, deixe em sacolinhas pequenas, nas bolsas menores da sua mochila ou pochete.

Existem mochilas específicas para uso por ciclistas. A anterior é uma Kailash, já bem usada (me acompanhou por quase uma década, a danada), e essa é uma Deuter. Espero que dure mais uma década. Quanto tempo dura um carro?

Para aumentar a proteção, você pode usar uma capa impermeável de mochila. Além de proteger o que está dentro, evita que a própria mochila fique encharcada. A água na mochila encharcada é um peso considerável que você carregaria à toa, além dos respingos no carpete do escritório.

Esse modelo da Deuter já vem com uma capa. Basta abrir o zíper, puxá-la para fora e proteger a mochila.

Depois secar, dobrar e guardar. Muito prático. Capas para mochilas são vendidas em lojas de material esportivo, ou você pode improvisar com um grande plástico.
 

Jaqueta

Se lá fora houver apenas uma leve garoa, uma simples jaqueta ou anorak servem. Lembre-se de tentar usar a menor quantidade de roupa, para evitar menos água presa ao seu corpo.

Capa de Chuva

Mas se há chuva de verdade, use uma capa de chuva mesmo. Essa aí é uma daquelas de três reais, que qualquer banca de jornais vende. Há capas especiais para ciclistas, mas são bem mais caras, apesar de protegerem quase da mesma forma. A diferença está na mobilidade que elas darão.

Coloque o capuz da capa de chuva primeiro, depois o capacete. Prendendo direitinho, não entrará água pelas costas nem escorrerá pela cabeça.

Luvas

Deixe para calçar as luvas no final, pois você precisará dos dedos livres durante toda essa operação.

Confira os movimentos

Monte na bike e confira se nada está apertando ou repuxando. Vire a cabeça, mexa o corpo, estique os braços. Acerte a posição da mochila e da capa. As capas de motoqueiros não são adequadas, pois são pesadas e tiram o movimento que o ciclista precisa ter.

Pronto pra enfrentar as ruas da cidade com chuva e muita água. Assim como carros nas estradas, em dias de chuva use sempre a iluminação, mesmo de dia. Motoristas são seres limítrofes e bastante incapazes; ajude-os: seja visto! (sério, mesmo com essa roupa de astronauta, amarelo berrante - cheguei e luzes vermelhas piscando na cabeça e bagageiro, sempre escuto um ‘não te vi!’)

Quando chegar em seu destino, deixe a capa secando junto à bike. Você nunca vai saber se na volta terá chuva também - Em São Paulo, é o mais provável). Na dúvida, sempre leve a capa na mochila, não importa a época do ano.

Há uma maneira certa para dobrar a capa, senão você terá um pacotão desajeitado de plástico. Quando abrir a capa recém-comprada, confira como são as dobras. Para dobrá-la novamente, depois de seca, estique e dobre ao meio, juntando as pontas das mangas. O truque está em saber fazer as dobras no capuz, de modo que fique como na foto.

O capuz é dobrado dentro dele próprio. Em seguida, dobre o mesmo e as mangas para cima do corpo da capa. Dobre tudo no meio, pelo comprimento.

Pronto! Não precisa ficar igualzinho ao pacote original, mas assim cabe fácil na sua mochila, sem ocupar espaço. Mantenha a capa sempre limpa e seca, seja ela simples ou específica para ciclistas. Pedalando com esse plástico totalmente impermeável sobre a pele você irá suar, mesmo que esteja frio. Cuidando bem, a capa pode durar muito. 

Ao chegar ao trabalho ou escola, ou depois que retornar para casa, deixe sempre tudo secando. Se precisar secar as luvas, por exemplo, pode deixá-las presas na grade da geladeira: solução dos tempos de antanho. Para evitar ter que colocar os tênis atrás da geladeira também, use os saquinhos nos pés.

Antes de começar a trabalhar, leve a roupa seca com você e troque-se no banheiro. Depois de um pouco de higiene pessoal, que pode envolver o uso de papel toalha, você estará novinho, pronto pra trabalhar, e FELIZ! Já seus amigos, que foram de carro, não estarão rindo e felizes como você.

Dá até pra usar roupa social sem problemas. Basta dobrar as calças e camisas direitinho. Para evitar qualquer amassado na camisa, coloque-a dentro de uma pasta, dessas de escritório, não deixando de protegê-la da água com os infalíveis saquinhos.

Aproveite o ar-condicionado do escritório. Ambientes com ar-condicionado são muito secos (por isso é importante beber água e não abusar do uso contínuo do monitor). Dessa forma, tente deixar em algum canto o que tenha se molhado, como luvas ou o par de meias.
Se há chuva, é necessário cuidar da bicicleta também! As partes mecânicas móveis precisam de uma lubrificação ideal para muita água. Na corrente e nos câmbios traseiros e dianteiros use um óleo lubrificante especial.

Nas ruas da cidade há muita sujeira. Com água, essa sujeira desgasta as sapatas dos freios e podem também arranhar o aro das rodas. Tenha sempre com você sapatas sobressalentes, se você usa sapatas tipo refil, que são mais práticas; para as inteiriças, fica mais difícil. Se usa freios a disco terá um problema a menos, pois enfrentam água, sujeira e lama com mais eficiência.

Se você está na estrada de speed, na trilha de mountain bike, ou mesmo praticando cicloturismo, não tem nada que se proteger dessa forma! As dicas são para quem precisa chegar no trabalho ou na escola de maneira que consiga secar-se rapidamente ou evitar o excesso de água. Fora das ruas da cidade, tem mais é que aproveitar a chuva, protegendo apenas documentos e aparelhos eletrônicos. 

Aproveite a chuva, desfrute do percurso, mas tome cuidado com o chão mais escorregadio, os freios que não funcionam igual, e com os motoristas: seja visível e previsível. Acenda sempre as luzes. Em ruas muito alagadas, não se arrisque, pois há o risco de um acidente com algum obstáculo, como bueiros abertos, ou mesmo um desequilíbrio causado por causa da água.

Por experiência própria - use a bike para ir e voltar do trabalho! Eu venho e volto do trabalho para casa todos os dias com minha bicicleta, não importa o tamanho do temporal. Todos no escritório me invejam, pelo tempo que levo, pela diversão que consigo ter ao pedalar, e pelo ânimo que tenho. Mesmo os que me acham louco também me invejam. Bom pedal!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Mito da bike 29 - Qual o tamanho ideal para você?

Cansei de ver atletas e entusiastas montados em bikes 29 com tamanhos errados. Sinto uma dor na coluna só de ver. (opinião do colunista do site original)

Publicada no site da Revista Bicicleta em 21/01/2013


Mito da bike 29 - Qual o tamanho ideal para você?
Foto: Pedro Cury

O motivo deste artigo é mais um alerta do que a indicação perfeita de um quadro. O que vem acontecendo aqui no Brasil é algo abusivamente errado. Falta de informação é a principal causa disso. Por exemplo: sempre tem aquele que se acha especialista em bike fit. Mas para isso, ele deveria estudar anatomia ou fazer um curso especializado antes de dar "informações" ou tentar ajustar a bike mais detalhadamente para um ciclista. O que serve para você, muito dificilmente servirá para outro. Principalmente nas rodas gigantes, completamente diferentes das 26”.

Teoria Básica da Troca de Quadro: 26x29

Não tem nenhum mistério, mas muitos usuários ainda têm dúvidas de quando vão fazer a migração e trocar de bicicleta. Se você tem uma bike 26 que o tamanho do quadro é 18”, logicamente você vai usar o mesmo para uma bike 29. Não é porque a roda é maior três polegadas (em alguns casos, a diferença não chega a isso) que o ciclista precisa diminuir o tamanho. Mas no final das contas, pode surgir uma pequena possibilidade do quadro ser menor ou maior, sim, e o usuário usar outra medida. Parece confuso e contraditório, mas o uso de um tamanho de quadro maior na bike 29 do que no da 26 pode ser melhor para certos ciclistas.
Não são todos os fabricantes que fazem todas as medidas iguais. Cada um tem o seu segredo e combinação (apresentação), mas ainda tem fabricante fazendo bikes 29” erradamente. Muitos ainda usam moldes e geometrias de 26, que comprometem em todos os aspectos: rendimento, dores no corpo etc.

História das Bikes 29 em Relação aos Quadros

Quando as bikes 29 surgiram há mais de 15 anos, através dos famosos frames builers (especialistas ou criadores de quadros “caseiros”), a demanda era mínima. Aos poucos foram crescendo os adeptos e as produções,  surgindo as primeiras montadoras e marcas específicas. Muitos destes quadros tinham as construções corretas pelo simples fato de seguirem o padrão de uma mountain bike tradicional: medições e reforços de acordo com a tubulação e espessura.
Muitos gastos e dor de cabeça até chegar na geometria correta fizeram parte do trabalho dos criadores e formadores de opinião. O famoso off set do garfo foi o principal deles. Depois, o centro de gravidade (e já tem marca famosa publicando balela). Medição entre eixos, angulação do seat tube, top tube e angulação da caixa de direção etc. Pronto, os diversos erros foram corrigidos, embora alguns fabricantes ainda não acharam a geometria perfeita. Enfim, a bike 29” não nasceu por agora.
Com o boom das bikes 29”, as famosas marcas de aro 26” não se deram ao luxo de pesquisar, medir e fazer testes com seus protótipos. Muitas delas só fizeram alongar o famoso JIG (gabarito de criação, montagem e soldagem de quadro). Resultado: tudo errado.  Mas mesmo assim, as bikes 29” invadiram o mercado.
Apenas com o alongamento atrás (seat stay e chain stay), estas bikes se transformaram em mutantes, fazendo com que os primeiros usuários – cobaias – tivessem uma experiência um pouco negativa em relação às mesmas. Por isso, até hoje os comentários ruins ficam na mente dos ciclistas. Pobres estes que ainda não pedalaram numa verdadeira 29”.

Problemas

Com o famoso “empurra-empurra” nas vendas, muitos ciclistas vêm usando bikes menores, ocasionando uma mesa maior ou canote super elevado. Resultado desta combinação? Tem que pedalar muito para saber.
Alongando apenas os tubos traseiros, as marcas não faziam as medições de forças aplicadas e variação das espessuras corretamente. Isso sem citar as outras partes que um quadro possui. “Oras bolas”,  a pressão e força de uma roda 29” é muito maior que uma bike 26”. Eis a resposta das trincas e quadros empenados (torcidos). Simples!
Mas o problema vai além! A distribuição errada do peso do ciclista sobre a bike causou diversas queixas de que a bike 29” não subia bem, não era boa em singletracks, era uma bike mais pesada para pedalar, não rendia etc. Tudo isso já foi desmentido e não precisa falar mais das qualidades das rodas gigantes.
Isso não é uma denúncia. É apenas um fato. Afinal, nenhum fabricante queria ficar atrás, por isso houve uma peregrinação prematura para as rodas gigantes por parte de muitas marcas conceituadas. Tenho que ressaltar que algumas delas atrasaram sua produção em série. Estas fizeram bem e seguraram até o momento certo da nova tendência explodir. Mas mesmo assim, ainda ficam fazendo quadros muito aquém dos famosos frame builders, os que estudam e quebram a cabeça para chegar na “geometria fantasia” de uma verdadeira bike 29”.

Ajuste rápido de câmbios


Ajuste rápido de câmbios
Foto: Ronaldo Huhm - Instrutor Técnico Shimano Latin America
O assunto deste artigo é de interesse de todos os amantes das bikes: ajuste de câmbios. Esse procedimento é simples e essencial, pois ajuda a preservar as peças da transmissão e evita que o passeio seja encurtado devido a uma possível quebra do componente.
Começamos o procedimento pelo câmbio dianteiro, que pode realizar uma comutação para coroas duplas ou duas comutações, em casos de coroas triplas. Este é um componente muito importante e o ajuste apropriado facilita muito a pedalada. Mas nem só de ajuste vive o câmbio dianteiro. É importante mencionar a compatibilidade de produtos.
Como mencionado, os câmbios podem ser:
  • Duplos (duas coroas)
  • Triplos (três coroas)
Atenção: procure evitar misturar produtos de marcas diferentes, pois os fabricantes empregam tecnologias diferentes que, se combinadas, podem não apresentar um bom rendimento.
As especificações do produto devem ser respeitadas para obter um rendimento de mudança satisfatório. É muito comum a combinação incorreta: coroas duplas X câmbio triplo. Existe a falsa impressão de que basta limitar o câmbio triplo que irá funcionar com coroa dupla, mas cada câmbio possui um perfil próprio, por isso é necessária a combinação do conjunto.

Raio X de um câmbio dianteiro

Agora que você já conhece alguns detalhes do câmbio dianteiro já podemos falar um pouco da regulagem. Ao observar o câmbio de perto você notará parafusos com as inscrições “H” e “L”, que significam HI e LOW, uma referência para a velocidade que aquela posição lhe proporcionará: HI - alta velocidade e LOW - baixa velocidade.
Ao ajustar o parafuso “H” você limitará a amplitude de movimento do câmbio, evitando assim que a corrente caia para fora do pedivela.

Ao ajustar o parafuso “L” você limitará a amplitude de movimento do câmbio, evitando assim que a corrente caia para dentro do pedivela, entre o quadro e as coroas.

Trocadores

Além dos batentes, outro ponto muito importante para o funcionamento correto do câmbio é a tensão do cabo. Os câmbios são acionados a partir de um trocador ou alavanca que recolhe ou libera o cabo de acordo com o acionamento, fazendo com que o câmbio se mova conduzindo a corrente pelas engrenagens (coroas ou cassetes). Para que essas alavancas acionem os câmbios corretamente, de acordo com o passo indexado de cada marcha, a tensão do cabo deve ser apropriada: nem muito esticada nem muito frouxa.
Quando triplo, posicionado na coroa do meio e cassete maior, a placa interna do câmbio deve estar a 0.5 mm de distância da corrente. Na alavanca, geralmente existe um “esticador” que permite realizar o ajuste de tensão do cabo, possibilitando a sincronia das marchas. O procedimento para esticar ou soltar o cabo é o mesmo tanto para o câmbio dianteiro quanto para o traseiro. Em ambos podemos esticar ou afrouxar os cabos através desse esticador que fica posicionado no trocador ou no câmbio traseiro, mas nunca no câmbio dianteiro.

Câmbio Traseiro

No câmbio traseiro também existem os batentes ou limitadores que, assim como no dianteiro, possuem a mesma função, ou seja, limitar a área de atuação do câmbio. No entanto, no câmbio traseiro existe um outro parafuso de ajuste muito importante: o parafuso de “tensão B”.

Posicionamento do limitador de alta velocidade

Mas, cuidado: existe um ponto ao qual é necessária atenção: a gancheira do câmbio (parte do quadro da bike onde é fixado o câmbio traseiro). Caso haja uma queda ou batida no câmbio, essa peça serve como um fusível (inclusive, esta palavra é utilizada para designar a gancheira em alguns países latinos). Caso ela entorte, isso influenciará no trabalho do câmbio, uma vez que o mesmo ficará fora de alinhamento dificultando o ajuste e a troca das marchas. Nesse caso, procure uma loja especializada o quanto antes para realizar o alinhamento da gancheira ou até mesmo a sua troca.

 

Posicionamento do limitador de baixa velocidade


Publicado no site da Revista Bicicleta em 22 de janeiro de 2013.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Transmissões

Postado em 22/01/2013 no site da Revista Bicicleta

Transmissões
Foto: Ronaldo Huhm - Instrutor Técnico Shimano Latin America

Em mais uma Palavra do Mecânico, abordarei um tema muito bacana: transmissões. A substituição dos componentes da transmissão já desgastados por um novo conjunto é, aparentemente, uma tarefa fácil, porém, existem alguns detalhes cruciais que devem ser respeitados para que haja o bom funcionamento do conjunto, seja um de alto rendimento ou de linha de entrada.

Com o passar do tempo os componentes da transmissão se desgastam e torna-se necessário realizar uma substituição. Para isso, veja o caminho das pedras para fazer esse trabalho sem erros. Vamos lá!

Principais componentes da transmissão

  • Corrente
  • Cassete (Pinhões)
  • Coroas
  • Polias do câmbio (roldanas)

Principais cuidados na hora da substituição dos ítens

  • Aperte todos os parafusos.
  • Coroas - 10.78Nm.
  • Polias - 3.92Nm.
  • PedivelaHollow Tech II 12 – 15Nm.
  • Feche a corrente utilizando sempre o pino conector tipo ampola (no caso de Shimano). Muita atenção, pois esses pinos possuem uma medida diferente para cada tipo de corrente, seja de 8, 9 e 10 velocidades.
  • Outro ponto a se atentar é a posição das novas correntes para 10 velocidades que são assimétricas e que devem ser montadas da seguinte forma: com a face das inscrições voltada para fora.

Comprimento da corrente

É necessário posicionar a corrente na coroa maior e no pinhão maior do cassete, sem passar pelo câmbio. Para isso, meça a corrente deixando dois elos de folga e reposicione a corrente na posição coroa menor X cassete menor, dessa vez passando pelo câmbio dianteiro e traseiro. Após esse procedimento, você poderá fechar a corrente utilizando o pino tipo ampola fornecido com a mesma.

Nota

Hoje em dia e de agora em diante, as bicicletas serão cada vez mais tecnológicas, leves e precisas. Para alcançar esse padrão devemos trabalhar com muito cuidado e atenção aos detalhes, por isso o ferramental é imprescindível. Utilize sempre o torquímetro e procure informações sobre o torque a ser aplicado em cada parafuso de sua bike.
Essas informações estão disponíveis nos manuais de proprietário e em alguns dos sites dos fabricantes.
Ainda relativo à montagem, mas referente às coroas: Todas as coroas possuem um “ponto” determinante do sincronismo do sistema, que quando desalinhado impede que as marchas mudem suavemente. Esse ponto é determinado por pequenas saliências nas coroas que servem como referência para a montagem das mesmas. Esses pontos devem estar alinhados sempre na linha do braço do pedivela e entre si.

 

Aperto dos parafusos das polias

Muita atenção nesse ponto, pois em caso de soltura, o câmbio e o quadro da bike poderão ser danificados. Sempre aperte corretamente tomando cuidado para não espanar o parafuso, sem deixá-lo frouxo.

Lembre-se sempre que é prudente refazer o ajuste dos câmbios, inclusive conferindo o alinhamento da gancheira do câmbio traseiro, pois se houver um desalinhamento, não será possível um ajuste perfeito, independente da condição de desgaste dos componentes da transmissão.




Você Deixaria Sua Bicicleta Neste Paraciclo?


As necessidades de estacionamento de bicicletas estão crescendo, e com isto os fabricantes de paraciclos vem  intensificando o número de projetos.

O paraciclo Petal (pétala, em inglês) é um rack modular, com posicionamento vertical,  para instalações permanentes. As bicicletas são armazenados no modo semi-vertical, através de rampas e a roda traseira é apoiada na parte inferior para mantê-la no lugar.

O rack conforme montado como na foto acima ocupa uma área de 10 metros quadrados de espaço, e abriga até oito bicicletas, as quais ficam parcialmente cobertas e protegidas do tempo.

Ele pode ser rearranjado até ficar plano contra uma parede ou em um canto externo, e pode conter painéis solares para alimentar um estação de aluguel, por exemplo.

Ficamos na dúvida com relação a como “prender” as bicicletas, para evitar o furto, o que, aliás, tem sido um problema constante com o aumento do uso das bicicletas como meio de transporte.

Concluindo, este paraciclo tem um design bem interessante e versátil.

Veja mais aqui

 Postado no blog EU VOU DE BIKE.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Câmbio Interno


Câmbio Interno
Foto: Divulgação

Nos últimos anos se tem feito muito no mercado dos câmbios internos. De oito até, em breve, dezoito velocidades, é possível achar câmbios para todos os tipos de uso e terrenos. O mercado tem lançado periodicamente novos produtos.
Câmbios internos são mais antigos do que os câmbios tradicionais que conhecemos. Até os anos 90, os câmbios internos com poucas velocidades e freios de contra-pedal eram usados apenas em bicicletas urbanas e em passeios curtos por terrenos planos.
Um lançamento em 1998 mexeu com o mercado dos câmbios, principalmente na área do mountain biking. O renascimento dos câmbios internos com a inovação Speedhub 500 de 14 velocidades da empresa alemã Rohloff. O lançamento não tirou o domínio dos câmbios tradicionais, mas ofereceu uma nova opção na mudança de marchas.
Muitos usuários dão importância à eficiência mecânica na transmissão total entre a marcha mais leve e a mais pesada. Por exemplo, para os aficcionados em mountain biking, o importante é pedalar bem montanha acima e ter bastante pressão nos pedais morro abaixo, assim necessitam de pelo menos 500% de transmissão.
Quanto menor a diferença na mudança entre duas marchas (aquele “salto” quando mudamos de marcha), menor é a perda de energia durante a pedalada. As fabricantes Pinion e Rohloff  saem na frente com respectivamente 11,5% e 13,6% para as transmissão entre cada velocidade.

Um pouco de matemática

Como calcular a transmissão total de uma bicicleta
O primeiro passo é calcular a menor e a maior distância percorrida pela bicicleta a cada volta de pedal.
Para calcular a menor e a maior distância, é preciso achar o comprimento da circunferência (Y), que é o resultado da multiplicação  do diâmetro da roda (em metros) por pi (3,1416).
Menor distância: Dividir o número de dentes da coroa menor pelo número de dentes do pinhão maior. O resultado dessa divisão, multipica-se por Y e chega-se ao resultado da menor distância.
Maior distância: Dividir o número de dentes da coroa maior pelo número de dentes do pinhão menor. O resultado dessa divisão, multipica-se por Y e chega-se ao resultado da maior distância.
O segundo e último passo é o cálculo de transmissão em porcentagem com a seguinte fórmula: (distância maior / distância menor) X 100.

Como calcular a transmissão entre cada marcha

Já começo com um exemplo para descobrir a transmissão entre um pinhão com 34 dentes e o seu vizinho com 30 dentes. Divida 34 por 30 e o resultado que se chega é 1,133 que também significa 13,3%.

Tabela comparativa entre câmbio tradicional e interno

Abaixo segue um gráfico que compara um câmbio tradicional de 27 velocidades e um câmbio interno Rohloff de 14 velocidades.
Para esse gráfico foi utilizado um conjunto de coroas 24/32/44 e um conjunto de pinhões (cassete) 12-34.
Repare que no caso do câmbio tradicional de 27 velocidades, as marchas em vermelho são repetidas e que na verdade existem apenas 14 velocidades “verdadeiras”.


Informações adicionais para entender a tabela acima.
Câmbio tradicional de MTB
Transmissão = 519 %
Distância percorrida a cada volta do pedal (aro 26”): de 1,45 a 7,55 metros
Câmbio interno Rohloff
Transmissão = 526 %
Distância percorrida a cada volta do pedal (aro 26”): de 1,44 a 7,56 metros

As vantagens do câmbio interno

O que faz o câmbio interno ser tão interessante atualmente?
  • O câmbio interno, por ter um “corpo” estanque e protegido contra água e pó, não tem grande desgaste de peças internas. O intervalo das revisões e a troca de corrente é feita a cada 5.000 quilômetros ou uma vez ao ano. Já a corrente sofre bem mais desgaste com a chuva, lama e pó, sendo trocada a cada 2.000 quilômetros, aproximadamente.
  • A mudança de marcha com a bicicleta parada não é problema para o câmbio interno. Além disso, por não precisar ter um câmbio do lado esquerdo para trocar marchas na coroa, o ciclista executa todas as mudanças com apenas uma mão.
  • Robusto. Não existem peças expostas com risco de serem danificadas, por exemplo, em uma queda.
  • A roda traseira é mais estável. Só existe uma catraca para a corrente. Ao contrário dos câmbios traseiros tradicionais em que a corrente trabalha em até 10 catracas e que deixam os raios de um lado quase verticais ao eixo da roda.

O mercado de câmbios internos

Os câmbios internos de série oferecem bons preços para ciclistas urbanos, cicloturistas em curtas viagens e e-bikes. A tendência é que esse mercado dos câmbios internos cresça e a concorrência entre as empresas gere bons produtos e preços mais acessíveis para nós, ciclistas.
 

Publicado em 17/01/2013 no site da Revista Bicicleta.

 

Conheça a Bicicleta Projetada por Philippe Stark

 


Com produção inicial de 3.000 unidades, esta espécie de bike/scooter, esta sendo produzida exclusivamente para a cidade de Bordeaux, para ser utilizada em seu sistema de compartilhamento.

E pasmem: quando a prefeitura quis expandir o sistema de “bike sharing” da cidade, ela fez uma enquete com a população a respeito de como seria a “ideal city bike” (bicicleta urbana ideal), e recebeu mais de 300 sugestões. Que diferença pra nós, né…

Enfim, estas informações serviram de base para Stark, que a partir desta base desenhou uma bicicleta híbrida (convencional/ elétrica), que pode ser utilizada pedalando convencionalmente, ou como uma scooter, com os pés apoiados numa espécie de descanso, quando assistida eletricamente.



Com produção a ser executada pela fabrica Peugeot, esta bicicleta, pelo que entendemos (uma vez que isto não está explícito no site do fabricante) possui o sistema “pedelec”, onde a bicicleta é quase que “assistida” eletricamente, e possui duas velocidades.

Chamada de “Pibal”, a expectativa é que até o final do ano a cidade tenha todas as  3.000 bikes rodando, em sistemas de aluguel, com a meta principal de substituir os automóveis circulantes!

Dá até vontade de viajar pra lá pra testar o modelo – e trazer um na mala : )

E você. O que achou do modelo?

Publicado no blog EU VOU DE BIKE.

terça-feira, 12 de março de 2013

Mapa dos Bicicletários de Fortaleza

Retirado do Blog MASSA CRÍTICA FORTALEZA.

mapa-bicicletários

Com o aumento dos engarrafamentos, a explosão em muitos meios de comunicação sobre o uso de bicicletas e a criação da lei do sistema cicloviário, alguns estabelecimentos comerciais estão construindo bicicletários em suas lojas. Muitos já o fizeram muito antes da lei. A maioria ainda não é o ideal mas estão lá para nos auxiliar de alguma forma.

Para quem anda de bicicleta, conhecer os locais com bicicletários é uma mão na roda! Não são muitos os lugares que dispõe de suporte para quem usa a magrela como meio de transporte e, conhecer bicicletários próximos ao seu destino pode facilitar muito a sua vida.

Pensando nisso, a Massa Crítica de Fortaleza iniciou um trabalho colaborativo para identificar os bicicletários existentes por toda a cidade de Fortaleza. Caso tenha conhecimento de algum, você mesmo pode adicioná-lo. No mapa, também é possível ver fotos de alguns dos bicicletários, comentários de quem já utilizou falando sobre segurança, facilidades e dificuldades.

 Mapa dos Bicicletários de Fortaleza

 


Visualizar Mapa dos Bicicletários de Fortaleza em um mapa maior

Relógio mostra intensidade da radiação ultravioleta (UV)

Guepardo UV Master ajuda a controlar a exposição do ciclista à radiação solar

Ciclistas, cicloturistas, corredores, triatletas, montanhistas e outros praticantes de atividades físicas ao ar livre ganharam um importante aliado na proteção contra o sol. Trata-se do relógio Guepardo UV Master, que mostra a intensidade da radiação solar e ajuda na prevenção da superexposição ao sol.



O relógio tem um pequeno sensor no mostrador que, quando apontado para o sol, mostra a intensidade dos raios UV numa graduação que vai de 0 a 25. O índice encontrado é mostrado numa escala colorida (verde, amarelo, laranja, vermelho e roxa, que equivale a radiação baixa, moderada, alta, muito alta e extrema, respectivamente) que facilita a visualização do índice. É possível ainda configurar um alarme de mínima e de máxima para emitir alertas de acordo com o critério definido pelo usuário.


Além da função UV, o relógio traz também todas as funções desejadas num relógio de apelo esportivo como cronômetro com precisão de centésimos de segundos com contador de voltas (Lap) e timer regressivo, e também alarme diário, calendário e iluminação eletroluminescente azul.

O relógio é oferecido nas cores branca ou preta. O Guepardo UV Master resiste a chuvas, mas não é à prova d´água.

O Guepardo UV Master pode ser encontrado nas lojas de artigos para esportes outdoor, lojas de artigos de caça e pesca, lojas virtuais como NetShoes, Mercado Livre, Dafiti e também em grandes lojas de departamentos como o Magazine Luíza. O preço varia de R$ 119 a R$ 269.
Mais informações no site www.guepardo.net


Publicado em 4 de julho de 2012 no site da revista BIKEMAGAZINE.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Feira de bikes artesanais nos EUA elege as melhores do ano

A feira North American Handmade Bicycle Show reúne o que há de melhor em bicicletas artesanais. Na edição de 2013, registrou um recorde de 200 expositores. Os melhores projetos são premiados. Conheça cinco bikes vencedoras


O North American Handmade Bicycle Show, evento que reúne fabricantes de bicicletas feitas de maneira artesanal, registrou um recorde de 200 expositores nos Estados Unidos. O evento, entre os dias 22 e 24 de fevereiro, em Denver, nos Estados Unidos, atraiu um público de 6,2 mil pessoas.
Os melhores trabalhos são premiados por um equipe de especialistas convidados.
Veja cinco vencedoras de 2013. Para ver o resultado completo, clique aqui

Fotos de divulgação
Bike de carbono: Alchemy Bicycle Co.

Bike de Estrada: Bishop Bikes
Mountain bike: Retro-Inglis Cycles
City bike: Cherubim by Shin-Ichi Konno

Escolha do público: Moots


Publicado em 25 de fevereiro de 2013 no site da Revista BIKE MAGAZINE.

Projeto de indústria holandesa une bicicleta e arte

Bikes da marca Koga receberam intervenções de artistas holandeses

Fotos de divulgação
Bicicleta Koga “decorada” para o projeto
Artistas fizeram intervenções nas bicicletas
Um grupo de artistas holandeses foi convocado para colocar arte nas bicicletas dentro do projeto desenvolvido com a WIT Industries e a marca de bicicletas Koga.
Projeto foi desenvolvido com a WIT Industries
Para saber mais, visite o site do projeto aqui

Publicado em 6 de março de 2013 no site da revista BIKE MAGAZINE.